AMADOS

por Deus nosso Pai tal como somos.

CHAMADOS

pelo nosso nome a uma vida plena de alegria e santidade.

ENVIADOS

aos homens do nosso tempo como testemunhas da salvação em Jesus Cristo!

UNGIDOS

no fogo, força e poder do Espírito Santo para O servir!

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Disponíveis para servir

 

Aprofundemos os aspectos essenciais da nossa espiritualidade enquanto Kerygma - Associação Cultural, somos:

 

    AMADOS por Deus nosso Pai tal como somos;

    CHAMADOS pelo nosso nome a uma vida nova, plena de alegria e de santidade;

    ENVIADOS aos homens e mulheres do nosso tempo como testemunhas da salvação em Jesus Cristo;

    UNGIDOS no fogo, força e poder do Espírito Santo para O SERVIR!

 

O Senhor confia-nos uma missão! Ele confia em nós!

Esta missão é a de estarmos prontos a servi-Lo!

 

Todos nos sentimos algumas vezes inúteis e incapazes de fazer o que quer que seja!

Ainda bem que assim é.

Essas experiências ajudam-nos a perceber o que se passa realmente.

Somos de facto servos inúteis. Só fazemos o que já devíamos ter feito e, de resto, pouca coisa fazemos.

 

"Sem Mim nada podeis fazer", diz o Senhor, e logo diz também: "Basta-te a minha graça porque é na tua fraqueza que a Minha força se revela totalmente".

 

A realidade de que partimos é esta: sózinhos não somos capazes mas, através da nossa fraqueza, Deus pode manifestar o Seu poder.

Raparem bem: não é "apesar da nossa fraqueza" mas é através da nossa fraqueza que Deus pode fazer maravilhas.

A nossa fraqueza e a nossa incapacidade são condições essenciais para que Deus se revele.

Estas nossas insuficiências não são impedimento para Deus mas oportunidade para Ele agir!

Deus não se dá a conhecer aos presunçosos nem aos auto-suficientes,

mas revela-Se e manifesta o Seu poder na vida dos pobres e dos humildes.

 

A missão que o Senhor nos confia é a de estarmos dispostos a servi-Lo.

Mesmo quando não sabemos o que Ele vai fazer ou não percebemos logo o que nos pede.

Tal como Maria aconselha aos servos nas bodas de Caná: "Fazei o que Ele vos disser!", o servir, na nossa associação, significa estar disposto a fazer o que Jesus nos disser. Significa confiar n'Ele!

 

E a primeira coisa que Jesus nos diz é: "Já não vos chamo servos, mas amigos!"

A primeira lição que o servo de Jesus tem de aprender é a lição da amizade!

Jesus é o Senhor, nós somos os servos, mas Ele não nos trata como se fosse nosso patrão.

Ele considera-nos e trata-nos como amigos, amigos especiais, amigos do peito.

 

Nos Evangelhos os amigos de Jesus eram tão importantes que receberam um nome específico: chamavam-se discípulos.

Discípulo significa, literalmente, aprendiz. São discípulos de Jesus aqueles seus amigos que querem aprender d'Ele.

E só há uma maneira de aprender de Jesus: é segui-Lo; seguir com Ele; caminhar com Ele.

Ou dito de outro modo, deixar que Ele nos acompanhe em todos os momentos e procurar a Sua presença continuamente.

Ser servo significa então, antes de tudo, manter uma relação privilegiada de confiança e de amizade com Jesus!

 

Jesus é mesmo nosso amigo, a tal ponto que não hesita em assumir Ele as funções de servo.

Na última ceia, Jesus, o Senhor, lava os pés aos seus amigos.

"Chamais-me mestre e Senhor e dizeis bem pois o sou.

Se Eu, sendo mestre e Senhor, vos servi assim, também vós vos deveis servir uns aos outros.

Dei-vos o exemplo para que como Eu vos fiz, vós façais também.

Uma vez que sabeis estas coisas, felizes sereis se as puserdes em prática!"

 

Nestas palavras Jesus indica-nos a nossa missão: servir como Ele serve. Servir por amor, por amizade, gratuitamente!

Jesus demonstra a Sua amizade por nós através da disponibilidade em fazer o que é preciso para o nosso bem. Esta disponibilidade para servir os outros revela o amor que O enchia até ao ponto de entregar a Sua vida pela salvação de todos os homens e mulheres.

 

O serviço concreto é o amor em acção. 

É um dinamismo que nos arranca do egoísmo, que nos ajuda a superar o medo e que alivia as nossas feridas.

O serviço recentra-nos em Deus e volta-nos para o próximo.

Servir é deixar de pensar só em mim para pensar nos outros segundo a perspectiva de Deus.

 É urgente servir, porque o serviço é a expressão concreta do amor!

 

"Quem ama a Deus, ame também o seu irmão"

Sem o serviço aos outros o amor seria teórico e vazio.

A disponibilidade ou a indisponibilidade para servir põe à prova a verdade do nosso amor a Deus e a verdade do nosso amor aos irmãos.

Quanto mais servimos mais crescemos no amor!

 

É curioso que Jesus, antes de enviar os seus discípulos ao mundo, lhes tenha ensinado a disponibilidade para estarem ao serviço uns dos outros. Primeiro temos de praticar entre nós, aprender uns com os outros a arte de estar ao serviço uns dos outros como amigos e irmãos.

 

O serviço verdadeiro não é realizado de qualquer maneira. Tem de ser feito ao jeito de Jesus.

Não se trata de fazer qualquer coisa de qualquer modo em qualquer momento.

Trata-se de fazer o que o Senhor nos disser, como Ele nos ensinou, quando Ele nos indicar.

Servir implica também aprender a discernir pessoalmente e em conjunto para detectar aquilo que o Senhor inspira.

 

Estar ao serviço quer dizer estar disponível para fazer o que for necessário, da tarefa mais invisível e aparentemente insignificante à tarefa mais visível e aparentemente mais importante.

Na realidade todas as tarefas são úteis e todos os servos são inúteis pois o servo não vale pelo que faz mas por quem é.

O servo é o amigo de Jesus, a testemunha do Seu amor e da Sua amizade.

Nisto reside o seu valor.

A função que desempenha não importa para nada pois qualquer tarefa é instrumental e secundária embora útil e necessária.

Outro servo a poderia realizar e, nesse sentido, o servo que a realiza pode considerar-se inútil: limita-se a fazer o que muitos outros já fizeram e outros tantos poderiam e poderão vir a fazer.

 

Aqui não é a tarefa que torna o servo mais ou menos importante.

O servo é que realiza a função e a pode tornar mais ou menos credível.

Se se colocar como servo inútil e fraco mas demonstrar a sua amizade e confiança em Jesus, será credível.

Se se colocar como importante e forte, confiar em si mesmo e negligenciar a amizade de Jesus, não será credível.

A grandeza do servo depende da sua atitude e não da tarefa que desempenha: é maior aquele que mais confia , aquele que mais serve, aquele que mais pequeno se torna.

 

O serviço é uma oportunidade de conversão: de vencer o egoísmo, de libertação dos medos e complexos, de cura das feridas!

O serviço é uma oportunidade de crescimento: na humildade, na atenção ao outro, no discernimento, na descoberta de si!

O serviço é uma oportunidade de evangelização: falando com a vida antes de falar com as palavras!

 

O objectivo do serviço não é o sucesso imediato nem o aplauso dos outros.

O serviço, para ser gratuito, não deve esperar e muito menos exigir agradecimentos.

 

Servimos para darmos testemunho da nossa amizade a Jesus, para demonstrarmos a nossa confiança n'Ele e para experimentarmos o nosso amor pelos outros.

 

O bom serviço não passa necessariamente pelo sucesso na nossa tarefa mas pelo crescimento espiritual que se produziu.

S. Paulo fez no areópago de Atenas um belíssimo discurso, muito bem elaborado: um sucesso literário, todos gostaram muito de o ouvir, mas esse discurso não moveu os corações dos que o escutaram. Paulo percebeu e deixou de confiar nos seus dotes artísticos para confiar no Espírito Santo que age mesmo quando tudo nos parece estar a correr mal.

 

Ao servir o nosso objectivo não é tocar bem, mas tocar os corações das pessoas com a nossa música e o nosso canto.

Ao servir o nosso objectivo não é falar bem, mas falar ao coração das pessoas com as palavras de Jesus.

Ao servir o nosso objectivo não é louvar bem, mas louvar a Deus em Espírito e verdade.

Ao servir o nosso objectivo não é dar a conhecer a Associação Kerygma, mas tornar conhecido e amado Jesus Cristo.

Ao servir o nosso objectivo não é fazer uma encenação perfeita, mas transmitir às pessoas o nosso testemunho de vida.

Ao servir o nosso objectivo não é tomar partido nem patrocinar divisões, mas ser vínculo de união entre todos.

Ao servir o nosso objectivo não é seleccionar o serviço nem fazer acepção de pessoas, mas servir em tudo e a todos.

Ao servir o nosso objectivo não é dar nas vistas, mas escondermo-nos e diminuirmo-nos para que Jesus seja glorificado.

Ao servir o nosso objectivo não é fazer coisas, mas amar aqueles ao serviço de quem estamos.

Ao servir o nosso objectivo não é agradar às pessoas, mas agradar a Deus nosso Pai.

 

Havemos de rezar sempre para que, do nosso serviço, resulte em nós um crescimento no amor a Deus, na confiança em Deus e na esperança de Deus.

 

Que o serviço que realizamos seja uma oportunidade de crescer no amor a Deus! Ousando fazer por Ele coisas que nunca tínhamos feito antes! Ousando ir mais além!

 

Que o serviço que realizamos seja uma oportunidade de crescer na confiança em Deus! Acreditando mais na Sua Palavra, no Seu Poder, na Sua misericórdia, na Sua Providência e no Seu amor!

  

Que o serviço que realizamos seja uma oportunidade de crescer na esperança de Deus! Esperando d'Ele maravilhas ainda maiores; esperando contemplar mais a Sua glória e o Seu esplendor.

 

Havemos de rezar para que do nosso serviço resulte um crescimento espiritual daqueles a quem queremos servir.

  

O servo deve alegrar-se particularmente no tempo da adversidade:

"Felizes sereis quando, por Minha causa, vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, rejeitarem o vosso nome como infame dizendo toda a espécie de calúnias contra vós por Minha causa.

Alegrai-vos e exultai nesse dia pois a vossa recompensa será grande no céu."

 

Ou seja, mesmo que o serviço nos corra mal, pelo jeito humano de avaliar as coisas, devemos alegrar-nos no Senhor sempre!

 

Não podemos esquecer-nos de que estamos ao serviço do Senhor, pois é por Sua causa que nos esforçamos, e é pela Sua causa que nos entregamos.

A causa é dEle.

A batalha é dEle.

O serviço é dEle.

 

Ele, que não precisa de nós para nada, preferiu confiar-nos uma parte fundamental da Sua acção salvadora.

Sem a nossa participação, sem a nossa parte na acção, sem os nossos serviços inúteis, a graça de Deus fica suspensa e retida.

Embora generosa e continuamente derramada é desperdiçada pela nossa inacção, pela nossa incredulidade, pelo nosso medo e pela nossa resistência.

 

"A ceara é grande, e os servos tão poucos... Pedi ao Senhor da ceara que envie mais servos!"